Pesca da tainha por arrasto de praia é suspensa após captura atingir limite da cota e gera reação em Santa Catarina

A pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia foi suspensa em todo o país após a captura atingir 90% da cota estabelecida para a safra de 2026. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) no último domingo (7) e já provoca repercussão em Santa Catarina, principal estado afetado pela medida.

De acordo com o governo federal, o limite coletivo autorizado para a modalidade era de 1.198,8 toneladas. A suspensão ocorre pouco mais de um mês após o início da temporada, que começou em maio e tradicionalmente segue até o fim de julho.

Segundo o Ministério da Pesca, a adoção de cotas tem como objetivo evitar a sobrepesca da espécie Mugil liza, garantindo a preservação dos estoques pesqueiros e a reprodução natural da tainha. A decisão foi baseada em dados de monitoramento, produção e controle da atividade.

O superintendente federal de Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, Jean Ricardo, esclareceu que a suspensão se aplica exclusivamente à modalidade de arrasto de praia, permanecendo autorizadas as demais formas de captura previstas na legislação.

Após a publicação do comunicado oficial, as embarcações que já estavam em operação receberam prazo de 24 horas para realizar o desembarque final do pescado.

O Governo de Santa Catarina manifestou-se contrário à medida e informou que estuda a adoção das medidas judiciais cabíveis. Em nota, o Estado argumenta que a decisão impacta principalmente Santa Catarina, por ser a única unidade da federação com a atividade de arrasto de praia devidamente regulamentada e fiscalizada.

A safra de 2026 foi marcada por grandes volumes de captura nos primeiros dias da temporada, especialmente no litoral catarinense, onde pescadores registraram lanços expressivos e enfrentaram dificuldades para comercialização diante da alta oferta de pescado.

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