Empresa de fachada movimentou mais de R$ 1 bilhão em esquema de lavagem de dinheiro em SC

Uma empresa de colchões criada apenas no papel foi identificada pela Polícia Civil de Santa Catarina como a principal estrutura de lavagem de dinheiro de uma organização criminosa investigada na Operação Tela Oculta, deflagrada na manhã desta terça-feira (14).

Segundo as investigações, a empresa utilizava o nome fantasia Global Link e era responsável por receber, ocultar e redistribuir recursos provenientes do tráfico de drogas. De acordo com a Polícia Civil, o esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão.

Embora possuísse CNPJ, a empresa não emitia notas fiscais, não mantinha estrutura compatível com a atividade declarada e não apresentava qualquer indício de funcionamento comercial. Para os investigadores, ela foi criada exclusivamente para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.

O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça, Marcos Fraile, explicou que os valores obtidos pelo tráfico eram direcionados à empresa, que funcionava como o centro financeiro da organização criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram drogas, armas de fogo e equipamentos utilizados pelo grupo criminoso. Em um imóvel no bairro Estreito, em Florianópolis, foram apreendidos fuzis, pistolas, uma máquina de contar dinheiro, balanças de precisão, cocaína e uma grande quantidade de maconha escondida sob uma cama. O volume de drogas apreendido exigiu o uso de três viaturas para o transporte do material.

A Operação Tela Oculta faz parte das ações da Polícia Civil para desarticular organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Santa Catarina.

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