A troca de corpos no Instituto Médico-Legal (IML) de Florianópolis, que obrigou uma mãe a enterrar o filho duas vezes, poderá resultar em pedidos de indenização por danos morais e materiais. A informação foi confirmada pelo advogado Eduardo Bastos, representante das famílias envolvidas no caso, nesta segunda-feira (11).
O erro ocorreu durante a liberação de corpos no IML da Capital catarinense e envolveu Juliano Henrique Guadagnin da Silva, Denner Dario Colodina e Patrick Nunes Ferreira. Segundo o advogado, as famílias devem buscar reparação judicial após a conclusão das investigações conduzidas pelo Ministério Público de Santa Catarina e pela Corregedoria da Polícia Científica.
A mãe de Juliano descobriu horas após o sepultamento que o corpo velado não era o do filho. Conforme a apuração, Denner foi enterrado no lugar de Juliano, Patrick foi sepultado no lugar de Denner e o corpo de Juliano permaneceu no necrotério.
De acordo com relatos prestados à Polícia Civil, funcionários de funerárias envolvidas no atendimento afirmaram que, após a identificação do erro, plantonistas do IML teriam sugerido utilizar o corpo de Juliano no velório de Patrick para evitar que as famílias percebessem a troca. As funerárias decidiram comunicar os familiares e esclarecer a situação.
Em nota, a Polícia Científica de Santa Catarina reconheceu a falha operacional, lamentou o ocorrido e pediu desculpas às famílias. O órgão informou que abriu investigação interna para apurar responsabilidades e revisar os protocolos de identificação, custódia e liberação de corpos.
As funerárias também se manifestaram, destacando que o reconhecimento oficial das vítimas é de responsabilidade do Instituto Geral de Perícias, cabendo às empresas funerárias atuar apenas após a liberação formal dos corpos e documentação correspondente.
O caso segue sendo investigado pelo Ministério Público de Santa Catarina.







