Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Camboriú, Balneário Camboriú, Tijucas e Itajaí nesta terça-feira (25)
Uma operação realizada na manhã desta terça-feira (25) cumpriu 12 mandados de busca e apreensão durante uma investigação que apura possíveis irregularidades em licitações e contratos administrativos do município de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina.
A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Camboriú. Os mandados foram cumpridos em endereços relacionados aos investigados nas cidades de Camboriú, Balneário Camboriú, Tijucas e Itajaí.
As ordens judiciais foram autorizadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú.
Investigação apura contratos e licitações
Segundo informações divulgadas pelo MPSC, a investigação apura a possível participação de particulares, de um agente público e de um ex-agente público em supostas irregularidades envolvendo processos de contratação do município.
Entre as situações investigadas estão possível direcionamento de licitações, utilização de interpostas pessoas, manipulação de procedimentos administrativos, eventual pagamento de vantagens indevidas e possível ocultação de patrimônio.
Os fatos investigados teriam ocorrido entre os anos de 2023 e 2024. Conforme o Ministério Público, os elementos reunidos até o momento indicam possíveis vínculos entre particulares e agentes públicos, além de tratativas consideradas suspeitas relacionadas a procedimentos licitatórios, aditivos contratuais e movimentações financeiras.
Durante o cumprimento dos mandados, foram realizadas buscas para apreensão de documentos, equipamentos e outros materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações.
O processo tramita em sigilo e a investigação permanece em andamento. As informações divulgadas até o momento tratam de suspeitas que ainda estão sendo apuradas, sem conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.







